Políticas Públicas

Menores têm 'licença para matar', diz chefe da polícia

Confira toda notícia no link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/202933-menores-tem-licenca-para-matar-diz-chefe-da-policia.shtml

Três em cada quatro jovens já foram agredidas ou assediadas

Confira toda notícia no link: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/12/03/tres-em-cada-quatro-jovens-foram-agredidas-ou-assediadas.htm

Câmara pode liberar até nove armas por pessoa

Confira toda reportagem no link: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/camara-discute-liberar-ate-nove-armas-por-pessoa/

Haddad diz desconhecer aumento de invasão de sem-teto na sua gestão

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse nesta terça-feira (25) que desconhece o levantamento de um grupo da Polícia Militar que mostra o crescimento das ocupações de sem-teto em São Paulo durante a sua gestão. Reportagem daFolha mostrou que o "[número de invasões de sem-teto quase triplicou nos dois primeiros anos da gestão"]:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1552793-invasoes-de-sem-teto-quase-triplicam-durante-gestao-haddad.shtml

Foram 681 invasões de janeiro de 2013 até 4 de novembro deste ano, contra 257 nos dois anos anteriores Os dados são de um grupo da Polícia Militar que gerencia a quantidade de invasões e se referem à quantidade de reintegrações de posse acompanhadas pela corporação em prédios e terrenos. "Eu não tenho o levantamento porque a reintegração de posse. Isso é uma coisa acompanhada pela polícia porque são mandados judiciais. A prefeitura não recebe os mandados de reintegração de posse", disse o prefeito.

O grupo da PM responsável pelas reintegrações foi criado diante da onda de ocupações, segundo a polícia.

Esse grupo sustenta que, após a criação de um protocolo para reintegrações de posse, aumentou em 157% o número de casos de saídas voluntárias de invasores: foram 54 até novembro deste ano, ante 21 em 2012.

Desde o início da gestão, o prefeito sofre pressão de movimentos de moradia para garantir, como havia prometido, habitação para cerca de 55 mil famílias até 2016 em programas nos quais é parceiro do Planalto e da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).

 

Na segunda-feira (24), a Prefeitura de São Paulo disse, em nota, que é responsabilidade do governo estadual evitar invasões de prédios e terrenos na cidade.. O prefeito disse, no entanto, que não acusou o governo estadual de nada. "Nós só dissemos que a reintegração de posse é uma atribuição da polícia. A prefeitura não é notificada, quem é mobilizada é a força policial, quando há resistência. Então não somos provocados pelo Poder Judiciário, a não ser em casos de grande vulnerabilidade, mas aí é a assistência que é mobilizada para fins de encaminhamento de crianças e jovens", disse o prefeito. 


Referência:  http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1552933-haddad-diz-desconhecer-aumento-de-invasao-de-sem-teto-na-sua-gestao.shtml

 

Viciada em crack, ex-modelo vive nas ruas de São Paulo

Loemy Marques, 24, não para quieta. A abstinência está no auge. Observa duas fotos suas na capa da revista "Veja São Paulo". Na primeira, aparece linda, nos tempos de modelo. Na segunda, a imagem atual, após dois anos de vício em crack e morando na rua.

"Você precisa decidir qual das duas você quer ser", diz um amigo, tentando impedi-la de voltar ao fluxo -nome dado à aglomeração de viciados que hoje fica na esquina da rua Helvétia com a alameda Cleveland, na cracolândia, região central de São Paulo.

"Estou confusa, quero fumar", diz ela.

É tarde de sábado (22). Loemy senta-se e levanta-se várias vezes de uma cadeira de plástico na sede do Recomeço, projeto do governo estadual para tratar dependentes, enquanto é disputada por equipes de programas de TV.

A ex-modelo que virou craqueira ficou "famosa" a partir da divulgação de sua história, naquele mesmo dia.

Ela contou à revista que começou a fumar crack em 15 de setembro de 2012, quando teve dois celulares e R$ 800 roubados por dois bandidos.

Foi então que alguém colocou um cachimbo com a droga na boca dela, e veio uma sensação descrita como "uma tomada para carregar".

Vítima de abusos do padrasto na infância, voltou a sofrer abuso na cracolândia. Para manter o vício, também chegou a se prostituir.

PROPOSTA

"Não viemos explorar a tragédia dela", diz um produtor de TV. "O que estamos oferecendo é uma proposta de final feliz, ela vai para um hotel, para uma clínica. Mas queremos exclusividade."

Enquanto isso, o funcionário de outra emissora se oferece para comprar um maço de cigarros para ela. Para irritação do primeiro, ela sai por alguns minutos com o homem. Quando volta, segura um Marlboro vermelho e um chocolate Diamante Negro.

Uma das equipes oferece que Loemy vá para um hotel.

"Não quero. Não consigo ficar sozinha lá", diz. "Estou acordada há dois dias. Vou ficar acordada até apagar e depois me interno no Cratod [centro estadual de referência de álcool e outras drogas]."

Da última vez que a preparadora de modelos Debora Souza, 36, viu Loemy, já a encontrou na casa de um amigo em "estado deplorável". "Mas não sabia que ela tinha ido parar na rua", afirma.

Loemy passou por cursos na Skin Model, onde Debora trabalha. "Foi em meados de 2012. Ela estava crua ainda", conta. "Mas tinha todo o potencial do mundo, uma beleza estilo anos 80."

Debora conta que começou a receber queixas de indisciplina. "Ela ficava muito revoltada de não ser aprovada no casting [seleção] e tinha comportamentos súbitos de gritar com as pessoas", diz. "Outra vez, gostaram dela, mas no meio da prova de roupa ela saiu para fumar e voltou com a roupa cheirando cigarro."

Longe das passarelas, Loemy chegou a tentar se internar e voltar para o interior de Mato Grosso, onde vive a família. No fim, sempre acabava voltando à cracolândia.

No domingo (23), Loemy continua no fluxo.

Quando não está fumando crack, anda de um lado para o outro e, às vezes, abaixa-se para procurar algo no chão.

Poucos ali a conhecem, mas muitos se identificam com a história dela.

"Eu era engenheiro mecânico até um ano e meio atrás. Saí com uma prostituta, fumei uma pedra e hoje não consigo sair daqui", diz um homem de 36 anos, ao ser questionado se a conhecia.

Apesar do 1,79 m de altura, Loemy passa despercebida no meio dos demais viciados.

Com o cachimbo na mão, não quer conversa. Enfia-se entre as dezenas de barracas onde os viciados fumam e desaparece de vista. 

Referência: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1552266-viciada-em-crack-ex-modelo-vive-nas-ruas-de-sao-paulo.shtml