Polícia

Bombeiro mata policial civil após confundi-lo com criminoso

30 Novembro 2016 | 14h46

Agente realizava investigação na zona leste, quando foi atingido pelo militar; delegada rejeitou tese de legítima defesa e prendeu o autor dos tiros

 

Um policial civil foi morto na tarde desta terça-feira,

29, após ter sido confundido com um criminoso e

acabar atingido por tiros disparados por um

bombeiro. O agente Eugênio Fernando Gonçalves,

de 49 anos, participava de uma diligência na Vila

Formosa, na zona leste de São Paulo, quando foi

alvejado pelo bombeiro militar Reinaldo Renato da

Silva, que foi preso em flagrante.

 

De acordo com informações registradas no boletim

de ocorrência do caso, Gonçalves andava pela Rua

Aldino por volta das 17 horas quando um carro

modelo Golf de cor preta parou ao seu lado e o

condutor fez os disparos. O agente, lotado na 2.ª

Assitência Operacional Policial, da Departamento de

Capturas (Decap), tentou se proteger atrás de um

veículo, mas acabou sendo novamente atingido,

tendo caído sem vida na pista na sequência.

 

Imagens de câmeras de segurança da rua coletadas

por investigadores mostram o momento da

ocorrência. O bombeiro se aproxima do corpo e

retira a arma do policial. À polícia, Silva alegou que

a situação havia começado instantes antes quando o

agente teria feito um disparo e atingido de raspão

uma mulher na região. O militar, sem saber que se

tratava de um agente, o perseguiu e atirou contra

ele.

 

Em depoimento, o bombeiro sustentou ter agido em

legítima defesa, já que o agente teria feito o

movimento de pegar a sua arma na cintura,

momento em que foi atingido. A tese não convenceu

a polícia. Para a delegada Thalyta do Carmo

Queiroz, do 56º Distrito Policial (Vila Formosa), Silva

deixou de seguir o protocolo. “Não houve tempo

hábil para cumprimento do protocolo policial padrão

onde a abordagem inclui como primeiro ato a

identificação policial. Também se faz possível

observar que o policial civil não possui nenhuma

arma em suas mãos durante a ação delitiva”,

escreveu no boletim.Para Thalyta, a quantidade

disparos e a região em que eles atingiram a vítima,

“somadas às imagens contidas nas câmeras de

segurança, levaram esta delegada a rejeitar a

eventual tese de legítima defesa putativa, no qual o

imagina estar em legítima defesa reagindo contra

uma agressão inexistente”. 

 

Silva foi indiciado por homicídio qualificado, diante

da impossibilidade de defesa da vítima, e levado ao

Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da

capital.

 

Investigação. A Secretaria da Segurança Pública

informou que Eugênio Fernando Gonçalves realizava

uma investigação contra furto de veículos quando se

deparou com assaltantes, o que o teria feito realizar

o disparo que atingiu uma mulher na rua. “Um

bombeiro viu a ação e decidiu seguir de carro o

policial civil, pensando tratar-se de um criminoso. O

investigador foi baleado e não resistiu.” A mulher foi

socorrida a um hospital da região, e seu estado de

saúde não foi divulgado. 

 

Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,bombeiro-mata-policial-civil-apos-confundi-lo-com-criminoso,10000091656 

PMs são presos acusados de matar soldado com tiro na cabeça após briga de trânsito

Policiais dos batalhões de Itaquera e Jardim Robru, na zona leste, assumiram participação no assassinato do soldado Douglas Barbosa. Crime aconteceu na Vila Jacuí, na madrugada do último domingo (13/11)

 

O soldado Douglas Barbosa, de 26 anos, foi assassinado com

um tiro na cabeça após uma briga de trânsito por outros

dois PMs na madrugada de domingo (13/11), na Vila Jacuí,

zona leste de São Paulo, de acordo com investigações do DHPP

(Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da

Polícia Civil.

 

Segundo a Polícia Militar, o soldado Barbosa, que integrava 4º

Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), havia saído do

trabalho e estava a caminho de casa quando foi baleado, por

volta das 5h50, na avenida Imperador, que liga os bairros de

Itaquera e Penha.

 

Após depoimento na Corregedoria da PM, os dois policiais,

do 39º batalhão (em Itaquera) e do 28º batalhão (no

Jardim Robru), foram encaminhados ao IML (Instituto Médico

Legal) e, depois, ao presídio militar Romão Gomes, no Jardim

Tremembé, zona norte da capital. Os dois PMs assumiram

participação no crime. Eles alegaram briga de trânsito.

 

Imagens de câmeras de segurança da região, as quais a

reportagem da Ponte Jornalismo teve acesso, mostram que

houve uma discussão entre motoristas. Ninguém desceu de

nenhum carro. Depois, um veículo branco bateu,

aparentemente de propósito, contra o carro do soldado

Douglas, fazendo com que ele perdesse o controle da direção.

A gravação não flagrou o momento do disparo contra a cabeça

do policial.

 

Há três anos na Polícia Militar, o soldado Douglas Barbosa agia

no grupamento responsável por controle de manifestações e de

combate ao terrorismo. De acordo com a PM, ele chegou a ser

socorrido no Hospital Ermelino Matarazzo, mas não resistiu

aos ferimentos durante a cirurgia.

 

“Ação feroz de um delinquente”, diz PM

 

A reportagem da Ponte Jornalismo solicitou à Polícia Militar

um posicionamento sobre a morte do soldado Douglas Barbosa

e sobre a investigação que aponta envolvimento de outros

policiais militares no crime, além das identidades dos PMs

presos. Até a publicação da reportagem, a corporação não se

manifestou. No Facebook, a PM divulgou uma nota de pesar.

Leia na íntegra:

 

“POLICIAL MILITAR É MORTO COVARDEMENTE, APÓS SAIR

DE SERVIÇO 

13/11/16

É com grande pesar que, a Polícia Militar informa que o Soldado

PM DOUGLAS BARBOSA, do 4º Batalhão de Ações Especiais de

Polícia, faleceu após ser alvejado na região da cabeça por um

disparo de arma de fogo.

 

Por volta das 05h52min de hoje (13), o Soldado DOUGLAS

BARBOSA, estava saindo de uma noite de trabalho, e a caminho

de sua casa foi vitimado pela ação feroz de um delinquente. O

policial foi socorrido ao PS Ermelino Matarazzo e faleceu durante

a cirurgia.

 

O Soldado DOUGLAS tinha 26 anos, servia a sociedade paulista

na Polícia Militar desde 2013, ou seja, há 03 anos, era solteiro e

não tinha filhos. Neste momento de profunda dor, a família

Policial Militar se junta aos familiares e amigos do Soldado PM

DOUGLAS e roga a Deus que possa confortar a todos.

 

A sociedade paulista se despede de mais um herói que cumpriu o

juramento de defendê-la, mesmo com o sacrifício da própria vida.

 

#podeconfiarpmesp

COMUNICAÇÃO SOCIAL PMESP”

 

Além da PM, a reportagem da Ponte Jornalismo enviou as

seguintes questões à assessoria de imprensa da SSP (Secretaria

da Segurança Pública), terceirizada pela empresa CDN

Comunicação nesta quarta gestão do governador Geraldo

Alckmin (PSDB):

 

1) Por gentileza, qual a posição do secretário Mágino Alves

Barbosa Filho sobre a morte do soldado Douglas Barbosa?

 

2) Os policiais presos por suposto envolvimento no crime contra o

soldado teriam confessado participação no assassinato, alegando

que o crime ocorreu após briga de trânsito. Qual a posição da SSP

sobre isso?

 

3) Caso a suspeita de envolvimento de PMs no crime se confirme,

o que deve acontecer com os policiais militares?

 

4) Para que a reportagem consiga localizar e ceder o direito de

defesa aos PMs presos no presídio militar Romão Gomes, a SSP

poderia informar os nomes e patentes dos policiais?

 

Até a publicação da reportagem, a assessoria de imprensa

da SSP não se manifestou.

 

 

Fonte: http://ponte.org/pms-sao-presos-acusados-de-matar-soldado-com-tiro-na-cabeca-apos-briga-de-transito/ 

 

GCM preso por chacina de 5 jovens integra grupo chamado ‘Caveiras’

Guarda Rodrigo Gonçalves de Oliveira, que confessou ao DHPP participação no crime, está preso desde quinta-feira (10/11). Os que pertencem ao grupo têm caveiras de alumínio coladas nos coldres

 

O GCM (guarda civil municipal) de Santo André, na Grande São Paulo, que se entregou nesta quinta-feira (10) confessando ter criado um perfil falso no Facebook para que outros homens matassem os cinco rapazes no dia 21 de outubro deste ano se chama Rodrigo Gonçalves de Oliveira.

 

Oliveira, conhecido como Digão, é integrante da ROMU (Rondas Ostensivas Municipais) da cidade do ABC Paulista, uma espécie de tropa de elite da guarda municipal. De acordo com as investigações, ele é integrante de um grupo de GCMs chamado de “Caveiras”, porque todos os que pertencem ao conjunto têm caveiras de alumínio coladas nos coldres dos braços.

 

Após o GCM ter confessado envolvimento no crime, que teve sequestro, assassinato e decaptação, ele saiu do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, por volta da meia noite. De lá, ele foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer o exame de corpo de delito e, depois, para a carceragem do 8º DP, no Brás, região central da cidade. Ele está em uma carceragem específica para ex-guardas civis e ex-policiais, militares e civis.

 

Além de Rodrigo Gonçalves de Oliveira, outros dois guardas municipais de Santo André são investigados sob suspeita de criar perfis falsos de meninas na rede social Facebook para atrair os cinco jovens moradores da zona leste de São Paulo para uma festa.

 

O alvo dos três guardas civis municipais era Caique Henrique Machado, de 18 anos, e um dos jovens mortos na chacina. Conhecido como Pirata, o rapaz era considerado pelos amigos do GCM Rodolfo Lopes Sabino, 30 anos, como um dos dois criminosos que atacaram o guarda e o mataram com um tiro na nuca para roubar seu carro, abandonado no Jardim Rodolfo Pirani, na zona leste de capital, onde os jovens viviam.

 

O DHPP investiga, além dos GCMs, a participação de PMs no sequestro e morte dos cinco jovens. Os corpos de César Augusto Gomes Silva, 19 anos, Jonathan Moreira Ferreira e Caique Henrique Machado Silva, ambos de 18, Robson Fernando Donato de Paula, cadeirante de 16, e Jonas Ferreira Januário, 30, foram encontrados no domingo (6/11), em uma mata em Mogi das Cruzes (Grande SP).

 

Até a publicação desta reportagem, quatro dos cinco corpos haviam sido identificados oficialmente: Caíque Henrique Machado, Cesar Augusto Gomes, o cadeirante Robson de Paula, que foi decapitado, e Jonathan Moreira Ferreira. Os corpos estavam em covas rasas e cobertos com cal (para acelerar o processo de decomposição).

 

Perto deles, foram encontradas cápsulas de munição .40 (de uso restrito das forças de segurança). O rastreamento da Corregedoria (órgão fiscalizador) da PM apontou que algumas das cápsulas de .40 pertenciam a dois lotes comprados pela Polícia Militar de São Paulo da CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). Outras cápsulas, também de .40, haviam sido compradas pela Polícia Civil.

 

Munições de revólver calibre 38 e de escopeta calibre 12 também foram utilizadas pelos assassinos dos cinco rapazes. Os corpos deles não tinham ferimentos de munição de pistola .40, segundo os médicos legistas e peritos.

 

 

Após ocupação de movimentos sociais na sede da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, nesta quinta-feira (10), familiares afirmaram que já prevêem exercer o direito de enterrar os corpos de seus entes. A previsão é de que o enterro de pelo menos um dos jovens ocorra neste sábado (12), pela manhã.

 

 

[...]

 

Disponível na íntegra em: http://ponte.org/gcm-preso-por-chacina-de-5-jovens-integra-grupo-chamado-caveiras/ 

 

Corpos encontrados na Grande SP são de jovens desaparecidos, diz ouvidor

07/11/2016  11h35 - Atualizado às 12h04

 

O ouvidor das polícias, Julio César Fernandes Neves, afirmou nesta

segunda-feira (7) que há indícios de que os corpos encontrados neste

domingo (6) em uma área rural de Mogi das Cruzes (Grande SP)

sejam dos cinco jovens desaparecidos na zona leste de São Paulo.

 

"Com certeza, são eles. Foi execução, com certeza. Um deles estava

sem cabeça. Não se sabe ainda se foi uma decapitação ou algum

animal que fez isso depois", afirmou Neves, que ressaltou ainda que

exames de raio-x apontaram sinais de disparos de arma.

 

A certeza dele vem da confirmação da prótese da tíbia de um dos

jovens desaparecidos –Caique Henrique Machado, 18. "A mãe disse

que Caique tinha essa prótese", disse o ouvidor.

 

Os corpos achados estavam perto da estrada vicinal do Taquarassu. De

acordo com o delegado do 2º DP de Mogi das Cruzes, José Carlos

Santos Alvarenga, os corpos estavam enterrados em uma ribanceira,

cobertos por terra e cal e apresentavam avançado estado de

decomposição.

 

Os jovens da zona leste de São Paulo estavam desaparecidos desde 21

de outubro, quando iam de carro a uma festa em Ribeirão Pires, no

ABC. Os corpos foram levados na madrugada desta segunda (7) para o

IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo para que sejam submetidos

a exames.

 

Integrantes da cúpula da polícia afirmam que a confirmação

só deve acontecer após os exames de DNA já que os corpos

estão em estado avançado de decomposição e, assim, não é

possível reconhecer pelos traços do rosto. Segundo o

ouvidor, não foi possível nem saber se havia tatuagens.

 

[...]

A Ouvidoria da Polícia acompanha o caso porque há possibilidade de

envolvimento de policiais. Um das últimas mensagem enviadas pelos

desaparecidos falava em abordagem policial e havia rumores no bairro

de que um deles tivesse envolvimento na morte de um policial militar.

 

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves

Barbosa Filho, disse que a possibilidade de participação de policiais no

crime vai ser apurada. Isso porque foram encontrados estojos de arma

calibre .40 –o mesmo usado pela polícia paulista. As afirmações foram

dadas durante evento com o governador Geraldo Alckmin (PSDB)

nesta manhã.

 

Em entrevista anterior, o secretário havia dito que não havia

nenhum indício do envolvimento de policiais civis e militares.

 

[...]

 

Disponível na íntegra na fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/11/1830037-corpos-encontrados-na-grande-sp-sao-de-jovens-desaparecidos-diz-ouvidor.shtml 

PM que dirigia Uber em SP mata 3 que tentaram assaltá-lo

Policial reagiu a tentativa de assalto em Cidade Líder, na Zona Leste.
Um dos assaltantes tinha 15 anos, diz Secretaria de Segurança Pública

 

Um policial militar que dirigia um carro do Uber matou dois homens e um adolescente que tentaram assaltá-lo durante corrida na tarde deste sábado (5) na Cidade Líder, Zona Leste de São Paulo, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Um dos homens ainda não foi identificado pela polícia. O outro tinha 19 anos, e o adolescente, 15.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa. A secretaria não informou se será aberto procedimento interno para apurar a conduta do policial militar.

De acordo com a pasta da Segurança, o PM, que também é motorista do Uber, recebeu uma solicitação de viagem feita por uma mulher. Ao chegar ao local, havia três homens, que pediram ao motorista para parar na casa de uma amiga no meio do caminho. Quando o carro parou, um dos homens anunciou o assalto e apontou a arma para o policial. 

Segundo a SSP, o policial reagiu à tentativa de assalto, sacou uma arma e disparou contra os três assaltantes, que não resistiram aos ferimentos.

No vídeo acima, gravado por câmeras de segurança, é possível ver o momento em que um dos assaltantes aborda o motorista, já do lado de fora do carro. O policial reage, apontando a arma para o assaltante, que corre. O policial vai atrás, e os outros dois assaltantes abrem a porta do carro para fugir. O PM volta e atira neles. Um dos assaltantes desaparece da imagem da câmera, mas o outro fica caído no chão, com parte do corpo à mostra.

O vídeo mostra, ainda, que o policial voltou para ir atrás do primeiro assaltante que o abordou. Em seguida, retorna para o carro e aponta a arma mais uma vez para o assaltante que está caído no chão. O PM aponta a arma para ele novamente, se aproxima do assaltante e chuta a cabeça dele antes de se afastar outra vez.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/11/pm-que-dirigia-uber-mata-tres-que-tentaram-assalta-lo-em-sao-paulo.html