Polícia

PM mata guarda durante briga de vizinhos no réveillon

 

Após discutir com um GCM na Grande SP, vizinho chamou um amigo PM para ajudá-lo. Houve troca de tiros e guarda morreu

 

O guarda civil municipal Francisco de Assis dos Santos Feitosa morreu após ser baleado por um policial militar de folga numa troca de tiros na madrugada do domingo (1º), no bairro Valo Velho, em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo, onde passava a virada de ano com a família.

Segundo familiares do GCM, por volta das 23h do sábado (31), Feitosa discutiu com um homem que estava andando de moto em alta velocidade diante da casa onde o guarda comemorava o réveillon com amigos e parentes.

Cerca de duas horas depois da discussão, o homem teria voltado com um policial militar — namorado de uma vizinha — e mais outros dois homens, em um Fox vermelho. Para evitar brigas em frente à casa onde estava, o GCM teria ido atrás do carro. Ali, segundo testemunhas, foi baleado pelo policial.

A família do guarda afirma que, antes de ser baleado, Feitosa também atirou contra o PM. O militar, atingido no ombro, foi levado ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra, onde foi medicado e liberado.

O corpo de Feitosa foi enterrado na tarde desta segunda-feira (2), no Cemitério Valle dos Reis, no Jardim das Oliveiras, em Taboão da Serra.

Procurada pela Ponte Jornalismo, a CDN Comunicação, empresa contratada pelo Governo Geraldo Alckmin (PSDB) para fazer a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, confirma que o autor do crime foi um policial militar.

A Policia Militar informou que “foi instaurado um IPM [Inquérito Policial Militar] pelo batalhão para averiguar as circunstâncias do fato e a Corregedoria da PM acompanha”. Ainda em nota, disse que “o caso foi registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra e as investigações seguem através de um inquérito policial instaurado no Setor de Homicídios de Taboão da Serra, que já começou a ouvir testemunhas”.

 

Fonte: http://ponte.cartacapital.com.br/pm-mata-guarda-durante-briga-de-vizinhos-no-reveillon/

 

O suicídio na polícia militar do Rio de Janeiro

por Marcos Candido

O major Cristoph Carvalho, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, não sabia como consolar os colegas. Pela manhã, ele e o batalhão acordaram com a notícia de que um cabo, há anos na corporação, havia se jogado na linha de trem que liga a capital às cidades da Baixada Fluminense. "As pessoas indagavam o porquê, pois não havia sinais claros de que algo estava errado com a vida dele", ele conta. Enquanto ainda lidava com o desconfortável luto e a incompreensão dos praças, Cristoph teve que enfrentar outro suicídio nas fileiras em que dedicou sua vida. "O suicídio do tenente Fábio, meu companheiro de alojamento durante os três anos de formação, teve muito impacto sobre toda a turma de oficiais – em especial sobre os 33 tenentes que serviam ao seu lado", diz.

Eles não foram os únicos. O policial militar João era um cara extrovertido, ainda que o divórcio com a mulher já fizesse com que as rugas e as olheiras brotassem por seu rosto. Aos 32 anos, ele não tinha qualquer histórico de tratamento de saúde mental. Em um dia de trabalho, João atirou contra a própria cabeça dentro do Batalhão de Choque. Considerada uma pessoa serena pelos companheiros, Regina tinha o sonho de ser policial militar. Morava sozinha, em um dos milhares de apartamentos na cidade carioca, e aproveitou a solidão do lar para dar um tiro na cabeça, aos 27 anos. Miguel era um policial conhecido pelo histórico de violência em casa. Segundo relatos dos familiares, um de seus costumes era "brincar" de roleta-russa na frente da mulher e dos filhos. Em vez de sofrer calado, comunicava o desejo de se matar. Ao chegar em casa, foi ao banheiro, se observou no espelho e calculou onde os jorros de sangue poderiam atingir. Estava preocupado com a sujeira que poderia causar. Abaixo da porta do banheiro, deixou um bilhete: "Vou sair antes do combinado". E atirou.

A recomendação de oficiais, como Carmen e René, é de que o tema seja abordado da formação ao alto-comando estadual. Para alcançar esse difícil objetivo, o Proerd pretende entrar em ação já no ano que vem. O momento é propício a surtos suicidas: a corporação vive um dos período mais conturbados de sua história. A crise financeira, presente em todo o país, tem no Rio um de seus principais epicentros. Policiais foram destacados para reprimir policiais em protestos contra a falta de pagamento de salários. Fontes ligadas à polícia afirmam que a treta criou um estado de sofrimento psicológico intenso ao exército policial. Eles, que se julgam invulneráveis, batalham contra colegas de farda. Famílias passam por dificuldade para se sustentar financeiramente. Nos últimos dois meses, dois policiais se mataram no Estado do Rio de Janeiro.
 
Fonte: http://revistatrip.uol.com.br/trip/suicidio-de-policiais-militares-abala-estado-do-rio-de-janeiro?utm_source=facebook&utm_medium=site-share-icon

Sete em cada dez PMs mortos no Rio são assassinados em horário de folga

12/12/2016

Alecxander morreu ao reagir a um assalto em Itaguaí; Henrique bebia em um bar com amigos, em São João do Meriti, ao ser baleado; Fernando levava a sua moto para o conserto, em Campo dos Goytacazes, quando foi abordado por homens armados. Todos eram policiais militares em horário de folga e foram mortos em confronto com criminosos.

Entre janeiro e novembro de 2016, 134 policiais militares morreram no Estado do Rio de Janeiro –99 deles fora de serviço. Destes, 52 foram mortos em confrontos com criminosos ou atingidos por armas de fogo, informa a Polícia Militar.

Mesmo atividades cotidianas, como usar o transporte público, são consideradas perigosas para policiais. Diversos PMs relataram à ONG Human Rights Watch que evitam pegar ônibus e metrô fardados –com o uniforme, poderiam andar de graça– e carregar a identificação profissional por medo de serem reconhecidos.

"O medo de que criminosos os identifiquem como policiais durante um roubo, ainda que estejam sem farda, e de serem consequentemente executados faz com que reajam rapidamente, mesmo que enfrentem sozinhos vários criminosos", afirma a ONG no relatório "O Bom Policial Tem Medo".

O número de PMs mortos fora de serviço este ano já é 52,3% maior do que o registrado durante todo o ano passado, quando morreram 52 nesta situação, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em números absolutos, o Estado teve em 2015 o maior número de PMs mortos no país –em 2016, ao menos um agente morreu a cada dois dias.

"É extremamente perigoso ser policial", diz o sociólogo Ignácio Cano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), ao lembrar que no Rio assim como no resto do país a maior parte das mortes de policiais ocorre quando os agentes estão sem a farda –seja fazendo bicos, em conflitos privados ou quando reagem a assaltos.

"A polícia mata muita gente, há um excesso do uso da força. E os criminosos se vingam depois, quando os PMs estão fora de serviço e são reconhecidos como policiais."

O crescente número de policiais assassinados levou à abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pela Assembleia Legislativa do Rio para investigar as causas das mortes.

A Polícia Militar disse lamentar as mortes e informou que, "em virtude das vitimizações de policiais militares", criou, em julho, a Operação Deslocamento Seguro, que busca monitorar os locais e horários de maior incidência dessas ocorrências a fim de intensificar o policiamento ofensivo nessas áreas.

Para o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, o país passa por uma crise de segurança pública. "A gente tem de rever, tem de ter um novo pacto. A polícia sangra", afirmou, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo".

Tanto Cano quanto a Human Rights Watch veem o uso excessivo da força letal pela polícia como um dos fatores que contribuem para aumentar a sua impopularidade, levando criminosos a matarem policiais sempre que puderem, inclusive aqueles fora de serviço.

Considerando os números registrados entre janeiro e outubro deste ano, dado mais recente divulgado pela Secretaria de Segurança, 25 pessoas morreram para cada policial morto no Estado.

Em nota divulgada após a morte de quatro policiais militares após a queda de um helicóptero durante uma ação da PM na favela Cidade de Deus, em novembro, a Anistia Internacional criticou a situação da Segurança Pública no Rio, que, para a organização, não protege moradores nem policiais.

"As operações policiais no Rio de Janeiro seguem um padrão de alta letalidade, deixando centenas de pessoas mortas todos os anos, inclusive policiais no exercício de suas funções", afirma a organização.

"Em geral, são operações altamente militarizadas, que seguem uma lógica de guerra (neste caso, guerra às drogas), que enxerga as áreas de favelas e periferias como territórios de exceção de direitos e que resultam em inúmeros outros abusos além das execuções, tais como invasão de domicílio, agressão física e verbal, e cerceamento do direito de ir e vir."

 

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/12/12/sete-a-cada-dez-policiais-militares-sao-mortos-fora-de-servico-no-rio.htm 

Filho da funkeira Tati Quebra Barraco é morto a tiros na Cidade de Deus

Um dos filhos da cantora de funk Tati Quebra Barraco foi morto a tiros na madrugada deste domingo na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. De acordo com parentes de Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, ele foi baleado no rosto pouco depois de 1h. O jovem chegou a ser socorrido para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. A família acusa policiais militares da UPP local de terem disparado contra o jovem. Segundo parentes de Yuri, outro rapaz que estava com ele também foi baleado e morreu.

(...) 

Um familiar do jovem que pediu anonimato disse que policiais "atiraram para matar":

— Quando você é preto e pobre, a polícia te mata. Os policiais ainda tiraram fotos dele baleado e espalharam pelo Facebook. Eles não têm direito de tirar a vida de ninguém — disse um parente do rapaz, que morava na Cidade de Deus. 

Leia na íntegra em: http://extra.globo.com/casos-de-policia/filho-da-funkeira-tati-quebra-barraco-morto-tiros-na-cidade-de-deus-20626354.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Extra 

Bombeiro preso por matar policial civil em SP é solto após audiência de custódia

 

Advogados comemoram liberação de Reinaldo Renato da Silva, preso na noite de terça-feira (29/11), mas lamentam morte de policial  

 

bombeiro Reinaldo Renato da Silva, preso em flagrante

na tarde desta terça-feira (29/11) após matar o policial

civil Eugênio Fernando Gonçalves, foi solto na tarde

desta quarta-feira (30/11) após audiência de custódia.

Silva teria confundido Gonçalves com um bandido,

enquanto o policial participava de uma investigação

que tinha como objetivo prender ladrões de carros na

Vila Formosa, zona leste da capital.Em um vídeo,

gravado em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda,

na zona oeste, os advogados de defesa do bombeiro,

Alves e Raul Marcolino, comemoraram a liberação de

Silva. “Isso aqui é fruto do nosso trabalho, da nossa

união. Isso aqui é o mandato de liberdade provisória

do policial que não merecia estar preso”, afirma

Marcolino.

 

De acordo com a Polícia Civil, durante a diligência, o policial, à

paisana, disparou um tiro que acabou atingindo uma mulher,

identificada como Simone Cristina das Mercês. O horário era

16h05 de terça (29/11). O bombeiro, que estava de folga,

percebeu o tiro e achou que Gonçalves era um criminoso.

 

Foi aí que Silva decidiu pegar seu carro, um Golf preto,

e ir atrás do policial. O advogado do bombeiro, Raul

Marcolino, afirma que, assim que Silva encontrou

Gonçalves, deu voz de polícia e o policial civil colocou

as mãos na cintura. Foi quando o bombeiro atirou no

policial, que morreu na hora. Para Marcolino, houve

legítima defesa de ambos os lados.

 

A Polícia Civil também investigava se Eugênio tinha

interesse de matar sua ex-mulher, que seria vizinha do

bombeiro. De acordo com policiais civis, a hipótese foi

levantada por policiais militares para tentar livrar o

bombeiro da prisão. 

 

O bombeiro Reinaldo Renato da Silva utilizava uma arma

particular quando matou o policial civil. Ele foi autuado em

flagrante por homicídio doloso, quando há intenção de

matar, e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, no

Jardim Tremembé, zona norte da capital, na manhã desta

quarta-feira (30/11).

 

Eugênio Fernando Gonçalves trabalhava há 6 meses na

2ª seccional do Brooklin, na zona sul da capital, e era

considerado um policial experiente por seus

companheiros.

 

 

Fonte: http://ponte.org/bombeiro-preso-por-matar-policial-civil-em-sp-e-solto-apos-audiencia-de-custodia/