Direitos Humanos

Parentes dizem que mortos na Cidade de Deus, Rio, tinham tiros na nuca

21/11/2016 09h30 - Atualizado em 21/11/2016 12h36

Fernanda Rouvenat

Do G1 Rio 

Vimos todos de bruços com tiro na nuca, diz pastor Leonardo, pai de vítima. Corpos foram identificados no IML nesta 2ª e famílias falam em 'chacina'.

 

Os familiares dos mortos na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, chegaram por volta das 9h desta segunda-feira (21) ao Instituto Médico Legal (IML) para identificar os corpos dos sete mortos na comunidade no fim de semana e disseram que seus parentes teriam sido vítimas de execução.

De mãos dadas na porta do IML, eles pediam por Justiça. Os corpos foram encontrados ao fim de uma operação no domingo (20), um dia após a queda de um helicóptero da Polícia Militar. Eles dizem ainda que tentaram chegar ao local onde estavam as vítimas e que foram recebidos a tiros pela polícia.

De acordo com a Divisão de Homicídios, os sete corpos tinham muitas marcas de tiros em várias partes do corpo, como pescoço, costas, peito e braços. Ainda de acordo com a polícia, os corpos estavam em locais diversos dentro da mata e, quando a perícia da Divisão de Homicídios chegou ao local, os parentes já tinham removido os corpos.

A polícia afirma ainda que as mortes podem não estar ligadas com os confrontos com a polícia. Segundo o delegado Fabio Cardoso, titular da Divisão de Homicídios da Capital, há um possível conflito entre as comunidades Cidade de Deus e Gardênia Azul, mas isso também está sendo investigado. O delegado também afirmou que já ouviu alguns parentes para entender melhor a dinâmica do fato.

“Dos sete, alguns deles tem passagem por tráfico de drogas. Os demais, nós estamos investigando a possível relação com o tráfico de drogas e outros tipos de crime”, disse o delegado Fábio Cardoso.

Os corpos foram encontrados em uma região conhecida como Brejo. "Quando chegamos lá dentro, vimos quatro corpos, todos de bruços. Todos eles com tiro na nuca", diz pastor Leonardo Martins da Silva, pai de uma das vítimas.

De acordo com Simone Carvalho, viúva de Rogério Alberto de Carvalho, os corpos tinham também marcas de facada e até membros arrancados. "Pra a gente eles foram executados. Eles estavam na rua. A gente só ouvia tiro, muito tiro. Foram 12 horas de tiros. A cidade de deus parou. A gente só quer justiça".

Os parentes também contaram ao G1 que alguns dos jovens tiveram seus pertences levados e roupas trocadas. "Ele saiu com uma roupa e encontramos ele com outra roupa. Botaram outra roupa nele. Ele tava sem nada. Ele tinha telefone, ele tinha outra roupa", disse Gisele, tia de Enzo.

Segundo Viviane, esposa de Rogerio, além dos tiros na nuca, ele também teve a perna arrancada e o corpo tinha marcas de facadas. "Meu esposo foi executado com dois tiros na nuca, à queima roupa. Arrancaram a perna do meu esposo. Acabaram com meu esposo e saquearam ele. Levaram cordão, levaram aliança, levaram tudo", disse Viviane.

Para Rogerio, pai de Renan, os rapazes não mereciam ter morrido de tal maneira, "independente da vida que eles levavam".

"Infelizmente, todo mundo diz 'vagabundo'. Não é só vagabundo que mora na comunidade. Independente da vida que eles levavam, eles não mereciam morrer do jeito que eles morreram. O meu filho morreu com um tiro nas costas, então meu filho foi assassinado, independente de qualquer coisa", disse Rogério, pai de Renan.

A prima de um dos mortos, Jennifer, disse ao G1 que há muitas postagens na internet  relatando que "7 mortos foi pouco". "Tem mãe sofrendo. Pensa na dor da família. Isso não se faz, independente deles estarem fazendo coisa errada ou não. Ninguém cria um filho pra ser bandido. A minha tia estava lendo isso. Ela é mãe. Isso é desumano", disse Jennifer.

Ainda no domingo, à tarde, a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil foi acionada e foi para a comunidade após moradores encontrarem sete corpos numa zona de mata da região.

As vítimas foram identificadas como Leonardo Camilo da Silva, 30 anos, Rogério Alberto de Carvalho Júnior, 34 anos, Marlon César Jesus de Araújo, 22 anos, Robert Souza dos Anjos, 24 anos, Renan da Silva Monteiro, 20 anos, Leonardo Martins da Silva Júnior, 22 anos e de um adolescente de 17 anos.

 

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/11/mortos-na-cidade-de-deus-tinham-marca-de-tiro-na-nuca-dizem-parentes.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar 

Precário, bairro dos 5 jovens mortos em chacina tem até tiroteio em creche

21/11/2016  02h00

 

No último dia 9, os corpos de cinco jovens do Parque São Rafael,

mortos em uma chacina, eram identificados no Instituto Médico

Legal. No mesmo dia, no mesmo bairro do extremo leste de São Paulo

onde eles viviam, um ladrão invadiu uma creche, ameaçou professores

e trocou tiros com policiais na frente de crianças de quatro anos.

 

Faltavam dez minutos para a saída da creche Maria Aparecida do

Nascimento. Funcionários serviam o último lanche do dia para as

crianças. Do lado de fora, as mães aguardavam o sinal das 16h para

pegar seus filhos.

 

Perto dali, um jovem roubou uma moto. Ele foi visto por policiais

militares. Começou a perseguição. O rapaz pulou um portão da creche.

Ameaçou professores. Tentou fugir. Policiais militares entraram. Um

tiroteio começou nas escadas.

 

[...]

 

ONDA DE VIOLÊNCIA

 

São Rafael vive uma onda de violência que assusta os moradores:

neste ano, houve 1.200 roubos por ali, crescimento de 30% -a alta na

cidade toda foi de 4%. Houve 17 assassinatos no distrito, que tem 150

mil habitantes.

 

"Meu filho está em choque. Não quer mais ir para a creche depois do

que aconteceu. Ele chora, só vai à força", diz a dona de casa Ana

Carolina Noronha, 28, mãe de João Miguel, 4, testemunha do tiroteio.

 

Os professores pagam garagem de moradores para evitar terem os

carros roubados na própria creche. "Temos vigilantes só à noite. Não

tem controle de acesso, qualquer um entra", disse uma servidora, que

decidiu não levar mais seu próprio filho para a escola.

 

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que a

responsabilidade pela segurança pública é do governo do Estado, mas

que vai enviar reforço de guardas civis. Por sua vez, o governo do

Estado diz que a responsabilidade pela segurança das escolas

municipais é da prefeitura.

 

Policiais dizem que 60% dos crimes de São Rafael são obras de

adolescentes. Esse é o distrito de SP onde a PM mais apreende

menores.

 

Para um policial da região, a falta de "comando forte" da facção

criminosa PCC estimula os roubos. Ele diz que a facção toma conta do

tráfico de drogas em favelas próximas, mas não em São Rafael. Nos

locais "dominados", diz, o PCC barra assaltos para evitar a presença da

polícia.

 

Por outro lado, jovens da região têm reclamado de abusos policiais

para servidores da secretaria municipal dos Direitos Humanos.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública, do governo Geraldo

Alckmin (PSDB), afirma que faz prisões e recupera carros roubados no

distrito.

 

[...]

 

Disponível na íntegra na fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/11/1834002-precario-bairro-dos-5-jovens-mortos-em-chacina-tem-ate-tiroteio-em-creche.shtml 

Comissão Interamericana convoca ministro José Serra para audiência sobre Carandiru

Órgão cobra respostas do Governo por não pagamento de indenizações aos familiares de vítimas do Massacre, em 1992. 

 

Após cobrar formalmente o Governo Federal, liderado pelo presidente Michel Temer (PMDB), a Comissão Interamericana de Diretos Humanos (CIDH) convocou o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), para audiência sobre o Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo. O encontro acontecerá na Cidade do Panamá, capital do Panamá, no dia 6 de dezembro.

 

O órgão pressiona o Brasil e o governo de São Paulo, cujo governador é Geraldo Alckmin (PSDB), pelo não pagamento de indenizações aos familiares de vítimas do Massacre, quando 111 presos foram mortos na Casa de Detenção em ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo com a Tropa de Choque.

 

A convocação de Serra é feita por Mario López Garelli, com autorização do secretário executivo, o brasileiro Paulo Abrão, e solicita ao ministro o envio de uma lista de temas a serem abordados no encontro, além dos integrantes da delegação, caso o país confirme presença.

 

No dia 14 de outubro, a Comissão enviou aos dois poderes executivos um documento solicitando respostas formais por não seguirem determinação feita em 2000. No relatório de número 34 daquele ano, a CIDH recomendou ao então governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) o pagamento às famílias.

 

Assinado pela secretária executiva adjunta da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Elizabeth Abi-Mershed, o documento dá prazo de um mês para respostas de Temer e Alckmin. O término será no dia 14 deste mês e, até o momento, não há indícios de respostas de nenhum dos governos. Caso não responda à cobrança da Comissão, o Brasil poderá ser denunciado na Corte Interamericana de Direitos Humanos e sofrer sanções.

Fonte: http://ponte.org/comissao-interamericana-convoca-ministro-jose-serra-para-audiencia-sobre-carandiru/

Gestão Alckmin rejeita perícia alternativa para jovens mortos

09/11/2016  02h00

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu desconsiderar um pedido

de entidades de defesa dos direitos humanos para que peritos

independentes acompanhem os trabalhos do IML do Estado na

análise dos corpos dos cinco jovens que estavam desaparecidos e

foram achados em uma área rural da Grande SP.

 

A solicitação, encabeçada pela Secretaria dos Direitos

Humanos da gestão Haddad (PT), tinha envolvimento do

Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos) e da

Ouvidoria da Polícia. Ela foi motivada pelas suspeitas de

participação de policiais na chacina dos jovens –encontrados

mortos após mais de duas semanas sumidos.

 

A Secretaria da Segurança Pública disse que "as perícias

estão sendo feitas normalmente" e decidiu nem avaliar esse

pedido por enquanto. Afirmou que ele somente será

analisado "se for apresentada alguma alegação que coloque

sob suspeição" a ação dos peritos oficiais. 

 

[...]

 

Disponível na íntegra na fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/11/1830648-gestao-alckmin-rejeita-perito-alternativo-para-jovens-mortos.shtml 

Manobra do governo Temer barra entrada de refugiados no Brasil

Estrangeiros que viajaram a seus países de origem não conseguem mais vistos para retornar

Após endurecer as regras para refugiados que vivem no Brasil, o governo do presidente Michel Temer agora usa de uma manobra que tem impedido a entrada deles no País. Estrangeiros de Senegal, Gâmbia, Guiné Bissau, Togo, entre outros, relatam que foram impedidos de retornar o Brasil depois de viajarem aos seus países de origem pelos mais diversos motivos. Alguns deles correm risco de morte.

O problema teve início no dia 21 de setembro de 2016, quando o Ministério da Justiça publicou a Nota Informativa 09/2016 da Divisão de Polícia de Imigração, estabelecendo a obrigatoriedade de visto a portadores de protocolo de solicitação de refúgio que viajam ao exterior.

Na ocasião, cerca de 30 pessoas foram retidas durante dias no Conector do aeroporto de Guarulhos, em condições precárias, ao desembarcarem no Brasil e serem surpreendidas com a nova norma. Com a repercussão negativa do caso, o grupo foi liberado e, no dia 3 de outubro, o Conare (Conselho Nacional para os Refugiados), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, informou via email que a resolução seria válida a partir do dia 1º de janeiro de 2017. “Até 31 de dezembro de 2016, permanece a orientação de permitir a entrada em território nacional daqueles solicitantes que tiverem protocolo e passaporte dentro da validade”, diz a nota.

De acordo com a advogada Patrícia Vega, do Centro Integrado do Imigrante, o governo brasileiro está usando uma artimanha legal para evitar o retorno dos estrangeiros ao deixar de comunicar Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) que a norma ainda não vale para este ano. Com isso, as empresas associadas mantêm em vigor a primeira informação enviada sobre a necessidade de visto para embarque.

– A falta de vontade política do governo em resolver o problema é evidente, já que o Ministério da Justiça se omitiu da obrigação de comunicar as embaixadas. Sabendo do erro, não emitem os vistos para os estrangeiros que se encontram com a documentação em ordem.

A advogada também explica que, ao caírem na vala comum dos pedidos de visto de turista, os solicitantes de refúgio, muitos com Carteira Profissional assinada no Brasil e até famílias constituídas, ficam com as chances quase nulas de conseguirem novo visto.

– Visto para africano entrar ao Brasil é mais difícil do que visto para brasileiro ir aos Estados Unidos. Na prática, está se fazendo uso de uma artimanha legal para se impedir que um grande grupo de africanos consiga se estabelecer no Brasil na qualidade de refugiados.

As dificuldades impostas a esse grupo de pessoas, que estão ameaçadas em seus países de origem, tiveram início dois dias depois de o presidente Michel Temer enaltecer a política de acolhimento aos imigrantes no Brasil durante reunião da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

O drama da togolesa que protege a filha de mutilação genital

Yawavi Etekpor nasceu em Lomé, capital de Togo, no oeste da África.

Solteira e mãe de Abigail, uma menina de 11 anos, Yawavi deixou a filha morando com a avó na periferia de Lomé para viajar ao Brasil em outubro de 2012, fugindo da extrema crueldade de que se tornou vítima, vivendo uma rotina análoga à escravidão, sendo vítima de violência doméstica pelo marido e com risco de mutilação genital. Abigail e a mãe de Yawavi ficaram em Togo e vivem escondidas, como relata em um português arrastado.

– Ele batia a minha cabeça contra a parede e dava socos na barriga (na gravidez) para a filha nascer antes para eu voltar a trabalhar.

Ela trabalhava para sustentar o marido violento e a filha.

Mas o pesadelo maior veio quando ele decidiu que Yawavi e a filha, na época com seis anos de idade, teriam que ser circuncidadas.

A circuncisão feminina é a mutilação do clitóris e dos lábios vaginais praticada em alguns países africanos. Entre os motivos que embasam a tradição estão a crença de que a mulher vai se tornar submissa ao marido, que só assim ela poderá conseguir marido ou, ainda, que o contato com o clitóris é prejudicial para a criança durante o parto. Mulheres que não aceitam o ritual são encaradas como prostitutas e banidas das sociedades tribais.

Aterrorizada, mas decidida a não permitir a barbárie, Yawavi escondeu a filha e fugiu ao Brasil para conseguir recursos que permitissem resgatar Abigail mais tarde.

Para ela, assim como para muitos outros africanos, o Brasil tornou-se uma janela de esperança na luta para fugir da pobreza, violência contra a mulher, assassinatos em massa e terrorismo praticados no continente.

Chegando a São Paulo, a togolesa protocolou o pedido de visto de refugiado que tramita até hoje no Conare. Desde 2012, ela divide com uma colega da mesma nacionalidade um quarto de pensão no bairro do Cambuci, centro da cidade, onde pagam R$ 600 por mês de aluguel.

Por mais de dois anos, ela conseguiu trabalhar em um restaurante com carteira assinada. Mas, com espírito empreendedor, Yawavi deixou o emprego, comprou duas máquinas de costura e alugou uma pequena sala no terceiro andar da galeria do reggae, centro de São Paulo, onde trabalha como costureira. O que ganha reinveste em tecidos e envia ao Togo para ajudar a família.

Com o tempo, conquistou boa clientela para os vestidos de estampas africanas, o que permitiu que ela poupasse o suficiente para visitar a filha e a mãe após quatro anos de ausência.

Yawavi viajou a Togo no dia 11 de agosto e retornaria no dia 21 de outubro. Mas a empresa Ethiopia Air se recusa a permitir seu embarque no aeroporto Gnassingbe Eyadema, em Lomé, alegando que ela precisa de visto válido para retornar ao Brasil.

Yawavi se diz muito assustada com a possibilidade de perder tudo que conquistou nestes quatro anos: uma nova vida e identidade, conta em banco, CPF, um empreendimento próprio e a possibilidade de resgatar a filha em breve. Os problemas da ausência forçada começam a surgir também no Brasil.

– Estando fora, as dívidas crescem. Querem por minhas máquinas e minhas coisas na rua.

Ela relata estar sendo ameaçada de despejo da sala alugada no centro de São Paulo por falta de pagamento.

Yawavi completará 30 anos no dia 31 de dezembro, véspera de entrar em vigor a obrigatoriedade de visto para regresso ao Brasil. Mas, ela ainda não sabe se vai comemorar a data no Brasil ou dentro do pesadelo da violência que ronda sua história e a de sua filha.

 

Dramas que se espalham pelo mundo

Bahore Samasa, 22 anos, natural de Gâmbia e pai de dois meninos e uma garota, chegou ao Brasil em outubro de 2014 e, em novembro, já tinha carteira de trabalho. Ele é a única pessoa empregada de sua família, que mora na África.

Bahore envia dinheiro regularmente para sustentar os filhos. Mostra com orgulho o cartão bancário da Caixa Econômica Federal, o CPF e o cartão do SUS, mas em especial o crachá da empresa de engenharia na qual trabalha como servente.

Bahore viajou de São Paulo com destino a Dakar no dia 27 de agosto de 2016 para acompanhar o sepultamento dos pais e deveria retornar no dia 27 de outubro, mas a companhia aérea South African não permitiu o embarque.

– Aqui em Gâmbia não tem embaixada do Brasil. Tive que ir até Senegal para conseguir o visto e voltei a Gâmbia sem resposta.

Caso similar é o de Ndame Ndiaye, 29 anos, senegalês, impedido de embarcar no dia 29 de setembro em Johanesburgo, África do Sul.

O mesmo ocorre com a senegalesa Madiama Sall Ainda Wade, de 29 anos, que partiu de São Paulo em 6 de setembro, antes mesmo da norma ser emitida e deveria ter voltado no dia 3 de novembro. Mas ela também foi impedida de embarcar, assim como outros tantos africanos que haviam encontrado refúgio de suas tragédias pessoais no Brasil.

Procurados pela reportagem, o Ministério da Justiça, o Itamaraty e a Iata não haviam respondido às questões enviadas até a publicação da matéria. 

 

Fonte: http://ponte.org/manobra-do-governo-temer-barra-entrada-de-refugiados-no-brasil/