"Situações vexatórias", diz secretário de Segurança do ES sobre PMs parados

Do UOL, em São Paulo

12h07

 

O MPF (Ministério Público Federal) no Espírito Santo quer saber se houve determinação expressa e direta a policiais militares para que deixassem os quartéis e assumissem seus postos de trabalho. Caso isso não tenha acontecido, a procuradoria deseja uma explicação da Secretaria de Segurança sobre essa ordem não ter sido dada.

Desde sábado (4), familiares de PMs têm impedido a saída dos agentes dos quartéis do Estado, o que, na visão do MPF, tem instaurado caos e pânico geral acerca da segurança pública da população capixaba.

Mais de 60 homicídios foram registrados no Espírito Santo desde então, o que aumentou em mais de seis vezes a média diária de assassinatos. Saques, roubos e arrastões também são registrados por todo o Estado.

O prazo para que a secretaria passe a informação ao MPF termina no fim da tarde desta terça-feira (7).

"A ordem foi dada nesta manhã", disse o comandante da PM do Estado, coronel Nilton Rodrigues, no início da tarde. "As escalas de serviço existem como existiram sempre. A escala de serviço é uma ordem".

 

Clima de feriado

A presença de militares e da Força Nacional não foi suficiente para encorajar os moradores de Vitória e da região metropolitana a retomarem a rotina. Com a PM nos quartéis e batalhões, a maioria das ruas permaneciam vazias e o comércio, fechado no começo da manhã desta terça, em uma espécie de feriado forçado.

Ao menos 250 integrantes das Forças Armadas já estão no Espírito Santo, segundo o comando do Exército na região. A expectativa é de que mais 1.000 cheguem, ainda hoje, ao Estado, disse o secretário de Segurança Pública capixaba, André Garcia, à Record TV. "Estamos garantindo a segurança para que a vida volte ao normal", disse, qualificando a suspensão do serviço de policiamento como "um movimento irresponsável".

Fonte:https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/02/07/mpf-quer-saber-se-governo-do-es-ordenou-que-policiais-voltem-ao-trabalho.htm